Nas trilhas de Lula e Lincoln
"Aguiar Júnior, candidato a prefeito de Fortaleza, prazer", dizia ele apertando a mão de um potencial eleitor. Um deles se recusou a cumprimentá-lo porque estava com as mãos ocupadas com a marmita: era hora do almoço no Beco da Poeira, no Centro de Fortaleza. Lá, 2,3 mil permissionários se amontoam para vender roupas. Não só. Pouco antes, ouviu a dona de um box guardando seu "lugar na fila" da manicure. Outro vendia CD e DVD. Fora, relógios, bolsas, borracha para panela de pressão e veneno para matar baratas.
Essa variedade de trabalhadores informais fascina o candidato do PTC a prefeito de Fortaleza - motivo de sua escolha pelo Beco da Poeira para dar entrevista ao O POVO. "Aqui representa a luta pela sobrevivência de quem quer trabalhar e não quer se marginalizar", explicou. Entre as principais diretrizes de sua campanha está a geração de emprego e renda, como a criação de shoppings populares ao lado dos terminais de ônibus. "Queremos transformar Fortaleza na capital da microempresa. 80% da riqueza da Itália vêm das microempresas", argumentou.
Advogado, casado, pai de três filhos, Aguiar Júnior quer comemorar seu aniversário de 50 anos no dia da posse, caso eleito, em 1º de janeiro de 2009. "Capricorniano, portanto teimoso que só", diz. Morador do Meireles, disse que, além de advogar, é corretor de imóveis. O bairro faz parte do cotidiano dele, mas garante que tem convivência mais ampla com o restante da cidade.
Além de focar na geração do emprego e renda, quer criar centros de recuperação para dependentes químicos e reorganizar o trânsito. Para isso, conta com sua "criatividade". "É um programa (de governo) factível e a prioridade é a cidade como um todo".
Admirador da panelada do Mercado São Sebastião, o candidato do PTC tem como desafio ser lembrado por quem votou nele em três eleições: 1982 (vereador), 1988 (prefeito) e 1990 (governador). Perdeu as duas últimas para Ciro Gomes. "Eu, o Lula e o Abraham Lincoln (eleito presidente dos Estados Unidos em 1860) participamos e perdemos muitas eleições, mas os dois últimos foram eleitos. Espero que tenha chegado a minha vez", disse animado.
Para ganhar a simpatia dos permissionários do Beco, foi acompanhado de João Sobral, que já foi candidato a vereador pelo PTC e atualmente atua numa associação de vendedores ambulantes. "Estou acompanhando a luta de vocês há muitos anos", dizia aos vendedores.
Centro-esquerda
Os mais novos não o conhecem. "A geração de vocês não lembra de Aguiar Júnior", disse aos repórteres, nascidos em 1983 e em 1986. Para superar esse problema, espera contar com o boca-a-boca de quem já o conhece, "que vão dizer aos seus filhos quem é Aguiar Júnior".
Não se arrepende "de jeito nenhum" de ter feito a campanha de Fernando Collor para presidente em 1989, em Fortaleza, e nem tem medo que o vinculem ao atual senador pelo PTB. Argumentou que aquela era a vontade da maioria dos eleitores do País na época. "O maior erro do Collor era achar que era o salvador da Pátria e virar as costas para a sociedade". Também acha que o presidente "exagerou nas privatizações", além de não ter se articulado no Congresso.
Considera-se de centro-esquerda, mas não dá muita importância a isso. "Acho que a ideologia, a partir da queda do Muro de Berlim (1989), deixou de ser o carro-chefe da política", opinou.
Essa variedade de trabalhadores informais fascina o candidato do PTC a prefeito de Fortaleza - motivo de sua escolha pelo Beco da Poeira para dar entrevista ao O POVO. "Aqui representa a luta pela sobrevivência de quem quer trabalhar e não quer se marginalizar", explicou. Entre as principais diretrizes de sua campanha está a geração de emprego e renda, como a criação de shoppings populares ao lado dos terminais de ônibus. "Queremos transformar Fortaleza na capital da microempresa. 80% da riqueza da Itália vêm das microempresas", argumentou.
Advogado, casado, pai de três filhos, Aguiar Júnior quer comemorar seu aniversário de 50 anos no dia da posse, caso eleito, em 1º de janeiro de 2009. "Capricorniano, portanto teimoso que só", diz. Morador do Meireles, disse que, além de advogar, é corretor de imóveis. O bairro faz parte do cotidiano dele, mas garante que tem convivência mais ampla com o restante da cidade.
Além de focar na geração do emprego e renda, quer criar centros de recuperação para dependentes químicos e reorganizar o trânsito. Para isso, conta com sua "criatividade". "É um programa (de governo) factível e a prioridade é a cidade como um todo".
Admirador da panelada do Mercado São Sebastião, o candidato do PTC tem como desafio ser lembrado por quem votou nele em três eleições: 1982 (vereador), 1988 (prefeito) e 1990 (governador). Perdeu as duas últimas para Ciro Gomes. "Eu, o Lula e o Abraham Lincoln (eleito presidente dos Estados Unidos em 1860) participamos e perdemos muitas eleições, mas os dois últimos foram eleitos. Espero que tenha chegado a minha vez", disse animado.
Para ganhar a simpatia dos permissionários do Beco, foi acompanhado de João Sobral, que já foi candidato a vereador pelo PTC e atualmente atua numa associação de vendedores ambulantes. "Estou acompanhando a luta de vocês há muitos anos", dizia aos vendedores.
Centro-esquerda
Os mais novos não o conhecem. "A geração de vocês não lembra de Aguiar Júnior", disse aos repórteres, nascidos em 1983 e em 1986. Para superar esse problema, espera contar com o boca-a-boca de quem já o conhece, "que vão dizer aos seus filhos quem é Aguiar Júnior".
Não se arrepende "de jeito nenhum" de ter feito a campanha de Fernando Collor para presidente em 1989, em Fortaleza, e nem tem medo que o vinculem ao atual senador pelo PTB. Argumentou que aquela era a vontade da maioria dos eleitores do País na época. "O maior erro do Collor era achar que era o salvador da Pátria e virar as costas para a sociedade". Também acha que o presidente "exagerou nas privatizações", além de não ter se articulado no Congresso.
Considera-se de centro-esquerda, mas não dá muita importância a isso. "Acho que a ideologia, a partir da queda do Muro de Berlim (1989), deixou de ser o carro-chefe da política", opinou.




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