Indicação de Tin só depende do PSB
A confusão em que se tornou a indicação do vice para a chapa de Luizianne Lins (PT) na candidatura à reeleição está próxima do fim. O presidente da Câmara Municipal, Tin Gomes (PHS), pode ser indicado em breve para substituir Raimundo Ângelo, presidente municipal do PT, na chapa. Duas razões específicas estão atrasando o anúncio oficial: a resistência de setores do PSB e o imbróglio jurídico que se formou em relação à ata da convenção realizada no dia 29 de junho.
O POVO apurou que, ainda no dia anterior à convenção, uma reunião da prefeita Luizianne Lins com interlocutores ligados ao governador Cid Gomes (PSB) selou o acordo para que Tin Gomes fosse o vice. O anúncio, que deveria ser feito no dia do evento, entretanto, ficou prejudicado pela resistência de uma ala do PSB que não tem tanta relação com o governador e que não aceita que a chapa majoritária não conte com um membro do partido.
Com medo da repercussão que a notícia poderia causar no dia da convenção, o anúncio não foi feito e, posteriormente, Raimundo Ângelo foi colocado como nome provisório até que o PSB chegasse a um acordo sobre a decisão. Além de ter de contornar uma crise em um dos partidos aliados, como a própria prefeita Luizianne Lins chegou a declarar no dia da convenção, a chapa não previa o questionamento à confecção da ata que homologou as candidaturas.
O procurador regional eleitoral em exercício, Alessander Sales, levantou a hipótese de que a chapa poderia ser fraudulenta, por atrasar a divulgação do nome do vice. Em virtude disso, poderia ser impugnada. Esta movimentação tem feito com que as legendas esperem que os ânimos esfriem para poder trocar o nome de Ângelo pelo de Tin Gomes, em uma manobra permitida por lei.
O presidente estadual do PSB e membro da ala histórica do partido, Sérgio Novais, não confirma o nome de Tin, mas garante que ainda existem conversas sobre o vice de Luizianne. Para ele, "não pode existir chapa pura quando se tem outro partido aliado". "Estamos acompanhando tudo atentamente", afirma.
Desprendimento
Questionado se seria contrário ao nome de Tin, Sérgio lembrou as eleições de 2004 para alegar desprendimento. Segundo ele, na época, a indicação do vice de Luizianne também não foi fácil. "Eu cheguei a procurar e defender o nome de Heitor Férrer, que é do PDT. Era importante ter uma unidade política", diz. Sérgio explica que esse exemplo serve para mostrar a "lógica do partido" e que ela permanece até hoje. "Deve-se juntar forças para fazer um projeto político para Fortaleza".
Tin Gomes, no entanto, evita confirmar que sua indicação esteja certa. Segundo ele, não houve conversa que definisse seu nome. O presidente da Câmara garante que não foi convidado pela prefeita Luizianne ou pelo governador Cid Gomes. "Estou fazendo minha campanha (para vereador). Vou tocar o barco para não perder tempo. Prefiro perder material a perder tempo (de campanha)", declarou.
Já Raimundo Ângelo diz que a discussão sobre o vice não está na agenda da coligação, mas que sua manutenção na chapa depende de vários fatores. "Se o partido (PT) deliberar, se a coligação deliberar e se a prefeita deliberar que eu devo renunciar, eu renunciarei".
EMAIS
De domingo até ontem a prefeita Luizianne Lins estava em Brasília cumprindo agenda da administração de Fortaleza. Ela buscava a liberação de mais recursos para projetos já em andamento na cidade. Ontem foi o último dia para que prefeitos conseguissem aditivos. Luizianne circulou, segundo sua assessoria, por diversos ministérios. Já o governador Cid Gomes está em Portugal descansando, em recuperação de problema de saúde.
O POVO apurou que, ainda no dia anterior à convenção, uma reunião da prefeita Luizianne Lins com interlocutores ligados ao governador Cid Gomes (PSB) selou o acordo para que Tin Gomes fosse o vice. O anúncio, que deveria ser feito no dia do evento, entretanto, ficou prejudicado pela resistência de uma ala do PSB que não tem tanta relação com o governador e que não aceita que a chapa majoritária não conte com um membro do partido.
Com medo da repercussão que a notícia poderia causar no dia da convenção, o anúncio não foi feito e, posteriormente, Raimundo Ângelo foi colocado como nome provisório até que o PSB chegasse a um acordo sobre a decisão. Além de ter de contornar uma crise em um dos partidos aliados, como a própria prefeita Luizianne Lins chegou a declarar no dia da convenção, a chapa não previa o questionamento à confecção da ata que homologou as candidaturas.
O procurador regional eleitoral em exercício, Alessander Sales, levantou a hipótese de que a chapa poderia ser fraudulenta, por atrasar a divulgação do nome do vice. Em virtude disso, poderia ser impugnada. Esta movimentação tem feito com que as legendas esperem que os ânimos esfriem para poder trocar o nome de Ângelo pelo de Tin Gomes, em uma manobra permitida por lei.
O presidente estadual do PSB e membro da ala histórica do partido, Sérgio Novais, não confirma o nome de Tin, mas garante que ainda existem conversas sobre o vice de Luizianne. Para ele, "não pode existir chapa pura quando se tem outro partido aliado". "Estamos acompanhando tudo atentamente", afirma.
Desprendimento
Questionado se seria contrário ao nome de Tin, Sérgio lembrou as eleições de 2004 para alegar desprendimento. Segundo ele, na época, a indicação do vice de Luizianne também não foi fácil. "Eu cheguei a procurar e defender o nome de Heitor Férrer, que é do PDT. Era importante ter uma unidade política", diz. Sérgio explica que esse exemplo serve para mostrar a "lógica do partido" e que ela permanece até hoje. "Deve-se juntar forças para fazer um projeto político para Fortaleza".
Tin Gomes, no entanto, evita confirmar que sua indicação esteja certa. Segundo ele, não houve conversa que definisse seu nome. O presidente da Câmara garante que não foi convidado pela prefeita Luizianne ou pelo governador Cid Gomes. "Estou fazendo minha campanha (para vereador). Vou tocar o barco para não perder tempo. Prefiro perder material a perder tempo (de campanha)", declarou.
Já Raimundo Ângelo diz que a discussão sobre o vice não está na agenda da coligação, mas que sua manutenção na chapa depende de vários fatores. "Se o partido (PT) deliberar, se a coligação deliberar e se a prefeita deliberar que eu devo renunciar, eu renunciarei".
EMAIS
De domingo até ontem a prefeita Luizianne Lins estava em Brasília cumprindo agenda da administração de Fortaleza. Ela buscava a liberação de mais recursos para projetos já em andamento na cidade. Ontem foi o último dia para que prefeitos conseguissem aditivos. Luizianne circulou, segundo sua assessoria, por diversos ministérios. Já o governador Cid Gomes está em Portugal descansando, em recuperação de problema de saúde.




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