Aliados do presidente Lula enfrentam disputa eleitoral em Fortaleza
De um lado, apresentando-se como legítima afilhada do petista, está a prefeita Luizianne Lins (PT). De outro, querendo demonstrar que também são bem vistos pelo presidente, estão a senadora Patrícia Saboya (PDT) e o deputado estadual Adahil Barreto (PR).
Até Moroni Torgan, do DEM, busca se desvincular do estigma de oposição. Para isso, ele fechou aliança com um partido que integra a base lulista, o PP, que tem a vice. O único entre os principais candidatos que se opõe tanto a Luizianne quanto a Lula é o advogado Renato Roseno, do PSOL.
Por conhecer o prestígio de Lula no Ceará (onde ele teve 82,38% dos votos no segundo turno, em 2006), a equipe de marketing da prefeita, liderada por Duda Mendonça, tratou de vinculá-la a Lula nos principais materiais de campanha.
Sob um fundo vermelho escuro e algumas silhuetas de estrelas, Luizianne aparece à frente, sorrindo e com os braços cruzados, com a imagem de Lula e do governador Cid Gomes (PSB) ao fundo. "Fortaleza três vezes mais forte", diz o slogan da campanha.
Sem poder usar o nome e a imagem de Lula diretamente pelas regras eleitorais, Patrícia terá outro trunfo para se aproximar do presidente: o apoio de seu ex-marido, o deputado federal Ciro Gomes (PSB), que já foi ministro do governo petista.
Apoios
A situação de Luizianne agora é inversa à que a levou à vitória em 2004. Na ocasião, ela enfrentava a oposição da própria cúpula partidária, que não queria uma candidatura própria e preferia apoiar o hoje senador Inácio Arruda (PC do B).
Luizianne só foi candidata porque o seu grupo, a Democracia Socialista, tem uma pequena maioria no diretório municipal do PT.
Agora, além do apoio do presidente e do governador, Luizianne construiu uma aliança com 11 partidos, entre eles o PMDB. Tanto apoio não significa, segundo a petista, mais facilidade para vencer. "Agora sou vitrine", disse, após a convenção do PT, no último domingo.




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