Quem vai bancar o nome do candidato a vice?
Mas um fato chama a atenção. Havia a expectativa de que o governador Cid Gomes anunciasse a indicação.
As circunstâncias sugerem que não o fará. Cid está a milhares de quilômetros de Fortaleza. Está no além-mar, em Portugal. O motivo oficial: descansar. Suspeita-se que a decisão do governador de atravessar o Atlântico deve-se também a um motivo, digamos, prosaico. Afinal, não pegaria nada bem o governador providenciar a indicação de um primo legítimo para ser o vice.
A manchete inevitável seria: “Cid quer primo como vice de petista”. Bom, se não for o governador a anunciar, quem será o responsável? A pretensão de Tin prosperou por uma seqüência de motivos. O principal deles: o vereador trabalhou e se articulou bem para conseguir a indicação.
Mas o vácuo político o ajudou de maneira decisiva. Um nome cotado e preferido, como é o caso do deputado federal Ariosto Holanda (PSB), não aceitou o convite. Cid Gomes falou com Ariosto por telefone. Por telefone, ouviu a recusa. Novas tentativas com outros nomes e nada. Sobrou Tin, o primo. Não deixa de ser uma inteligente maneira de amarrar Luizianne Lins à cadeira de prefeita até 2010. Caso a petista seja reeleita agora, é claro.
Fábio Campos




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